segunda-feira, julho 18, 2011

Donna Maria - Quase Perfeito




Sabe bem ter-te por perto

Sabe bem tudo tão certo
Sabe bem quando te espero
Sabe bem beber quem quero

Quase que não chegava
A tempo de me deliciar
Quase que não chegava
A horas de te abraçar

Quase que não recebia
A prenda prometida
Quase que não devia
Existir tal companhia
Não me lembras o céu
Nem nada que se pareça
Não me lembras a lua
Nem nada que se escureça

Se um dia me sinto nua
Tomara que a terra estremeça
Que a minha boca na tua
Eu confesso não sai da cabeça
Se um beijo é quase perfeito
Perdidos num rio sem leito
Que dirá se o tempo nos der
O tempo a que temos direito
Se um dia um anjo fizer
A seta bater-te no peito
Se um dia o diabo quiser
Faremos o crime perfeito


Composição: Letra: Miguel A. Majer, Música: Miguel Rebelo

terça-feira, julho 05, 2011

segunda-feira, junho 27, 2011

Fragile wind



.....deliciosa...

Chaalu chalu Sneha Nagarjuna Sri Ramadasu

गुड सप्ताह









...स्वादिष्ट




AIR Vienna Philharmonic Women´s Orchestra


 








Alibaba by Karunesh from Buddha Bar II

Karunesh - Krishnas Song!

Namesake






The Namesake é um filme de 2006 que foi lançado nos Estados Unidos em 09 de março de 2007, após exames em festivais de cinema em Toronto e Nova York . O filme recebeu críticas positivas dos críticos americanos. Foi dirigido por Mira Nair e é baseado no romance com o mesmo nome por Jhumpa Lahiri, que apareceu no filme.



A trilha sonora tem variado de música Indiana, anglo-indiano (por Nitin Sawhney , influenciado por Ravi Shankar 's de música para Pather Panchali ), e um pedaço francês. O toque do telefone móvel Moushumi é a canção "Rendezvous Riviera" por Ursula 1000 do álbum Kinda "Kinky, esta é a mesma música que é tocada quando o sono Gogol e Moushumi primeira vez juntos. As peças clássica indiana (realizada na tela por Tabu) foram cantadas por Mitali Bhawmik Banerjee, um New Jersey músico-based.


Fonte:wiki

terça-feira, junho 14, 2011

Ainda a recordar




Tenho pensamentos que, se pudesse revelá-los e fazê-los viver, acrescentariam nova luminosidade às estrelas, nova beleza ao mundo e maior amor ao coração dos homens.


O poeta é um fingidor.
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente.



Querer não é poder. Quem pôde, quis antes de poder só depois de poder. Quem quer nunca há-de poder, porque se perde em querer.



Ver muito lucidamente prejudica o sentir demasiado. E os gregos viam muito lucidamente, por isso pouco sentiam. De aí a sua perfeita execução da obra de arte.





Os homens são fáceis de afastar. Basta não nos aproximarmos.



A ciência descreve as coisas como são; a arte, como são sentidas, como se sente que são.



Fernando Pessoa

Recordar

Tenho em mim todos os sonhos do mundo
  
Fernando Pessoa
(13 jun. 1888 - 30 Nov. 1935)
Foto: mac
Escultura de Lagoa Henriques, Chiado, Lisboa

domingo, junho 12, 2011

Aqui há música boa....

Para quem gosta e precisa de viver com música....aqui fica este blog, muito bom!
Parabéns M.A.
Joan Miro. Hand Catching a Bird. 1926.

Au Revoir Simone - Shadows (Official Music Video)

quarta-feira, junho 01, 2011

A Intimidade na Amizade

Robert Musil 

Austria - 1880 // 1942


Se dois homens ou duas mulheres têm de partilhar por algum tempo o mesmo espaço (em viagem, numa carruagem-cama ou numa pensão superlotada), não é raro nascerem nessas situações amizades muito singulares. Cada um tem a sua maneira especial de lavar os dentes, de se curvar para descalçar os sapatos ou de encolher as pernas para dormir. A roupa interior, e o resto do vestuário, embora semelhantes, revelam, no pormenor, inúmeras pequenas diferenças a um olhar atento. A princípio - provavelmente devido ao individualismo excessivo do modo de vida actual - existe qualquer coisa como uma resistência semelhante a uma leve repugnância e que rejeita uma aproximação maior, uma ofensa contra a própria personalidade, até ao momento em que essa resistência é superada para dar lugar a uma comunidade que revela uma estranha origem, como uma cicatriz. Muitas pessoas mostram-se, depois de uma tal transformação, mais alegres do que normalmente são; a maior parte mais inofensivas; uma boa parte delas mais faladoras; e quase todas mais amáveis. A sua personalidade mudou, quase se poderia dizer que foi trocada, subcutaneamente, por outra, menos marcada: no lugar do eu surge o primeiro indício de um nós, claramente sentido como um mal-estar e uma diminuição, mas, no fundo, irresistível.

Robert Musil, in 'O Homem sem Qualidades'

1 de Junho (Dia Mundial da Criança e dos Direitos Humanos)

terça-feira, maio 10, 2011

o não artista

Apesar de já ter acontecido faz muito tempo, assaltou-me este sonho, que me acordou, agora mesmo, do meu descanso...um descalabro o ser humano regredir assim...como guillermo habacuc vargas (Costa Rica).
E nada vale as suas justificações.
Dispensei aqui as imagens.

Aqui algumas notícias sobre o assunto:

http://www.mundogump.com.br/artista-mata-cachorro-durante-uma-exposicao-de-diz-que-e-arte/

http://aeiou.expresso.pt/uma-estranha-forma-de-arte=f149040

http://humanidadedesumana.blogs.sapo.pt/21372.html

terça-feira, abril 26, 2011

Picasso & Picas(s)as...



Pablo Picasso (1881-1973)






Mulher  com livro

segunda-feira, março 21, 2011

Hoje é dia da Poesia....mas não deveriam ser todos!

SOMOS TODOS POETAS


Porque não queres os versos que te nascem
Como rebentos pelo corpo acima?
Porque não queres a inesperada rima
Dos sentimentos?
Olha que a vida tem desses momentos
Que se articulam numa cadência
Tão imprevista,
Que é uma conquista
Da consciência
Não ser um túnel de negação...
Brotam as folhas que são precisas
E outras que o não são.

                       Miguel Torga, Cântico do Homem




SER POETA

Ser poeta é ser mais alto, é ser maior
Do que os homens! Morder como quem beija!
É ser mendigo e dar como quem seja
Rei do Reino de Aquém e de Além Dor!

É ter de mil desejos o esplendor
E não saber sequer que se deseja!
É ter cá dentro um astro que flameja,
É ter garras e asas de condor!

É ter fome, é ter sede de Infinito!
Por elmo, as manhãs de oiro e de cetim...
É condensar o mundo num só grito!

E é amar-te, assim perdidamente...
É seres alma, e sangue, e vida em mim
E dizê-lo cantando a toda a gente!

                         Florbela Espanca, Sonetos

NAMASTÉ......chegou a primavera


Namaste é uma das algumas palavras sânscritas comumente reconhecidas por aqueles que não falam hindi. No Ocidente, ela é usada para indicar a cultura sul-asiática em geral. "Namaste" é particularmente associada geralmente à aspectos da cultura sul-asiática como o vegetarianismo, a ioga, e o hinduísmo.


Recentemente, e mais globalmente, o termo namasté foi associado especialmente à ioga e à meditação. Neste contexto, ele foi visto em uma grande variedade de termos com significados complicados e poéticos que se ligam com as origens espirituais da palavra. Alguns exemplos:
"Curtir a vida intensamente"-popular na cultura induista
"Eu honro o Espírito em si que também está em mim." -- atribuída ao autor Deepak Chopra

"Eu honro o local em si em que o Universo inteiro reside, eu honro o lugar em si que é de Amor, de Integridade, de Sabedoria e de Paz. Quando você está neste lugar em si, e eu estou neste lugar em mim, nós somos um."

"Eu saúdo o Deus dentro de si."

"Seu espírito e meu espírito são um." -- atribuída à Lilias Folan, ensinamentos compartilhados da sua jornada à Índia.

"O divino em mim cumprimenta o divino em si."

"A Divinidade dentro de mim compreende e adora a Divinidade dentro de si."

"Tudo que é melhor é mais superior em mim cumprimenta/saúda tudo que é melhor e mais alto em si"

"O Deus que habita em mim saúda o Deus que habita em si."


Namasté para si

quarta-feira, março 09, 2011

PRESENÇA

Abre os olhos e vê.
Abre os ouvidos e escuta.
Abre a boca e fala.
Estende as mãos e agarra,
semeia,
colhe.
Caminha para a frente.
Viver é estar presente no mundo.
Não é só desfolhar
malmequeres metafísicos,
no isolamento magnífico
de umas sabedorias perversas.
É estar
presente no mundo e querer
participar
do destino comum.




armindo rodrigues

terça-feira, março 08, 2011

carnivalis vs bacanalis

A palavra carnaval deriva da expressão latina carne levare, que significa abstenção da carne. Este termo começou a circular por volta dos séculos XI e XII para designar a véspera da quarta-feira de cinzas, dia em que se inicia a exigência da abstenção de carne, ou jejum quaresmal.
Comumente os autores explicam este nome a partir dos termos do latim tardio carne vale, isto é, adeus carne, ou despedida da carne; esta derivação indicaria que no carnaval o consumo de carne era considerado lícito pela última vez antes dos dias do jejum quaresmal - outros recorrem à expressão carnem levare, suspender ou retirar a carne: o Papa São Gregório Magno teria dado ao último domingo antes da quaresma, ou seja, ao domingo da quinquagésima, o título de dominica ad carnes levandas; a expressão haveria sido sucessivamente abreviada para carnes levandas, carne levamen, carne levale, carneval ou carnaval – um terceiro grupo de etmologistas apela para as origens pagãs do carnaval: entre os gregos e romanos costumava-se exibir um préstito em forma de nave dedicada ao deus Dionísio ou Baco, préstito ao qual em latim se dava o nome de currus navalis: de onde vem a forma carnavale.


A ligação desta festa com o povo romano tornou-se tão sólida que a Igreja Romana preferiu, ao invés de suspendê-la, dar-lhe uma característica católica. Ao olharmos para países como Itália, Espanha e França, vemos fortes denominadores comuns do carnaval nas suas culturas. Estes países sofreram grandes influências romanas. O antigo Rei das Saturnais, o mestre da folia, é sempre morto no final das antigas festas pagãs.



Vale ressaltar que O festival Dionisíaco expõe no seu tema um grande contra-senso, descrito na The Grolier Multimedia. Enciclopédia, 1997: A adoração neste festival é chamada de Sparagmos, caracterizado por orgias, êxtase e fervor ou entusiasmo religioso. No entanto, o seu significado é descrito no mesmo parágrafo da seguinte forma: Deixar de lado a vida animal, a comida dessa carne e a bebida desse sangue.

Diamanda Galás - Faust. Eros. Tod



(LP, 1982 bootleg recording, released 1988.)

Diamanda Galas - Let My People Go

sábado, março 05, 2011

Mutilação Genital Feminina

stop circumcision of girls in Africa and Asia


Este é um dos assuntos sérios e bárbaros do mundo. É uma mutilação física, que ficará para sempre na alma das meninas, mas somente daquelas que sobrevivem a esta prática.


Veja mais sobre MGF num artigo do Público, escrito por Sofia Branco em:

a calunia


Escreve Emílio Costa*: «A quem nunca foi caluniado nem difamado, falta um elemento de muito valor para conhecer o mundo.»

Dizem que só se calunia e difama quem tem algum valor. Porque pode fazer sombra, porque a insegurança de quem calunia acusa a real ou suposta importância daquele que se torna alvo, etc., etc.


Eu, que sei já ter sido caluniado pelas costas, raramente peço explicações àqueles que não têm coragem de afirmar de caras o que insidiam às esconsas. Por algumas razões: em primeiro lugar porque não tenho grandes medos, nem de hipotéticos telhados de vidro -- lido bem com as minhas fraquezas. Não ter medo(s) é óptimo para ultrapassar as rasteirazinhas que nos vão fazendo. Depois, julgo ter um sentido crítico que relativiza o que não é importante e, principalmente, quem não é importante. Gasta-se boa parte do tempo a tropeçar em gente que não interessa, isto é: gente desinteressante. Por último, tenho cara de poucos amigos, quando quero. Há quem pense duas vezes antes de me aborrecer. Claro que preferiria que esse expediente estivesse ausente das relações humanas, menos por mim do que por aqueles que se degradam em praticá-lo.


* Filosofia Caseira, Lisboa, Seara nova, 1947, p. 157.
in: http://abencerragem.blogspot.com/2011/03/caderninho-da-calunia.html

terça-feira, março 01, 2011

Surma e Mursi


O guarda-roupa é a própria natureza, a savana. No sul da Etiópia, jovens Surma e Mursi transformam flores em chapéus, folhas em xailes. Com fantasias fantásticas, eles colocam cor no quotidiano cinzento dos povos pastoris. O fotógrafo Hans Silvester rendeu-se à sua magia.


Nas testas as mesmas flores, bem arrumadas ou rebeldes. Os rostos cobertos com padrões de pintura, como se fossem trabalhos de Matisse e Miró. As cores, aplicadas com os dedos, obtidos da mistura de pedra moída com argila.


Folhagens secas aproveitadas, e um novo enfeite de cabeça está pronto. Espectacular e ao mesmo tempo útil, porque serve como protecção contra o sol. O verde fresco do chapéu improvisado realça o perfil, das têmporas até ao pescoço. A "moda da natureza" dos Surma e dos Mursi presta-se, principalmente, à representação de um povo. Da extravagância até o minimalismo, ela conhece vários estilos.

Os meninos, enquanto não se tornam guerreiros, devem cuidar do gado. Isso  dá-lhes tempo de experimentar o seu talento como artistas do adereço. Alguns mudam os adornos várias vezes ao dia, como actores que trocam os trajes durante os actos. Tão espontaneamente quanto surgem, os frágeis adornos de cabeça, que se desintegram. São criações fugazes, efémeras, que um pé-de-vento desfaz - até que outras flores e folhas inspirem novos enfeites.


Aproximadamente 20 povos vivem no vale do Rio Omo, no sul da Etiópia. Pastores nómadas na sua maioria, que frequentemente se encontram em pé de guerra: por água, pastos, armas.

O grande tema do fotógrafo Hans Silvester (à direita, na foto em baixo ), hoje com 70 anos, é a arte corporal arcaica dos Surma e dos Mursi. Eles transformam a sua pele em tela: profundas cicatrizes e pinturas cheias de motivos abstractos constituem os adereços. Além do divertimento, ao se enfeitarem é um constante jogo de transformação, agora descoberto também pelos turistas. Para as tribos, isso significa uma bem-vinda fonte de rendimento ou sobrevivência.

sábado, fevereiro 26, 2011

Arpad Szenes a Vieira da Silva



"Queria escrever um poema com o teu silêncio,
decifrar-te as sensações enquanto te massajo
o corpo com óleo de amêndoas doces,
escutar os desejos que circulam no teu sangue
sempre que das massagens passamos à mordedura,
ao beijo, ao corpo comparecendo ao corpo.
Nada de segredos sussurados ao ouvido.
Queria transformar cada gemido numa palavra,
num verso, e aprender a ler nos músculos
do teu rosto o prazer com que cada um de nós sente,
à sua maneira, a ferida que está na origem da beleza."


in:"A Dança das Feridas" - Henrique Manuel Bento Fialho - 2011

A Dança Das Feridas

EM LIVRO

"A Dança das Feridas", Colecção Insónia, Janeiro de 2011

sexta-feira, fevereiro 25, 2011

Estranhas Criaturas


OPHIUCHUS

Já ninguém se indigna com o que quer que seja. Toda a gente tem perguntas a colocar, dúvidas a fazer, objecções a levantar. Não haja dúvida, porém, de que já ninguém se indigna com o que quer que seja.

Houve um tempo em que a indignação se confundia com a ignição, agora ela é apenas o recheio de um saco de tempo perdido. Talvez seja mesmo preferível uma metáfora, uma vestimenta distintiva, maquilhagem a condizer, compras no supermercado.

Há poetas que citam outros poetas e dizem indignar-me é o meu signo diário. Mas dizem isto com as mãos nos bolsos e os ombros encolhidos. Talvez tenham razão e eu esteja equivocado. Talvez seja preferível afundar a indignação no saco, aconchegar as costas ao conforto da poltrona e exercitar os dedos num teclado.

Façam-se weblogs, corredores por onde passear a maça inerte da nossa agonia. Afinal, teremos todos um ar muito respeitável à hora da nossa morte. E uma licenciatura também.

in Estranhas Criaturas, de Henrique Manuel Bento Fialho

sexta-feira, fevereiro 18, 2011

Pensamento do dia.....ou melhor, da noite!

Às vezes mais vale desistir do que insistir, esquecer do que querer, arrumar do que cultivar, anular do que desejar.

domingo, fevereiro 13, 2011

Anda Vem




Anda vem..., porque te negas,

Carne morena, toda perfume?

Porque te calas,

Porque esmoreces,

Boca vermelha --- rosa de lume?

Se a luz do dia

Te cobre de pejo,

Esperemos a noite presos num beijo.

Dá-me o infinito gozo

De contigo adormecer

Devagarinho, sentindo

O aroma e o calor

Da tua carne, meu amor!

E ouve, mancebo alado:

Entrega-te, sê contente!

--- Nem todo o prazer

Tem vileza ou tem pecado!

Anda, vem!... Dá-me o teu corpo

Em troca dos meus desejos...

Tenho saudades da vida!

Tenho sede dos teus beijos!



António Botto

quinta-feira, janeiro 06, 2011

Citações

´Às vezes é preciso mudar o que parece não ter solução, deitar tudo abaixo para voltar a construir do zero, bater com a porta e apanhar o último comboio no derradeiro momento e sem olhar para trás, abrir a janela e jogar tudo borda fora, queimar cartas ...e fotografias, esquecer a voz e o cheiro, as mãos e a cor da pele, apagar a memória sem medo de a perder para sempre, esquecer tudo, cada momento, cada minuto, cada passo e cada palavra, cada promessa e cada desilusão, atirar com tudo para dentro de uma gaveta e deitar a chave fora, ou então pedir a alguém que guarde tudo num cofre e que a seguir esqueça o segredo.´

MRP


Desejo a todos os meus amigos um 2011 fabuloso e renovado.